5 hacks de escrita que aprendi com Stephen King

Dicas rápidas para quem está com pressa

Fui mentorada a distância por Stephen King e posso provar! ;p

Aqui já publiquei um texto bem gráfico contando como Stephen King salvou minha escrita. Não é brincadeira: só depois de ler um livro bem específico dele é que pude me reconhecer como escritora (antes, tinha a maior vergonha de “dar essa carteirada”) e, principalmente, escrever por diversão.

Porque escrita boa é isso: diversão. Quanto mais alguém se diverte com o que faz, mais bacana se torna ler o resultado.

O livro em questão é Sobre a escrita – e, óbvio, não tem ~apenas~ cinco writehacks. Selecionei os que estão abaixo só para poupar seu tempo (tenho 22 páginas de Word com dicas que tirei da obra) e para que você consiga colocá-las em prática imediatamente, seja na #escritacriativa de ficção ou de qualquer outro gênero (sim, incluindo a boa e velha não-ficção para ganhar dinheiro na internet).

#1 Cortar 10% do texto

Escritores, no geral, são prolixos. Escrevemos tudo o que queremos (o papel nos dá essa autorização) e não há nenhum problema nisso. O problema está em não cortar as partes que não dizem nada de relevante.

Para Steve, todo texto pode ser cortado em até 10% sem perda de contexto ou qualidade. Afinal, se levarmos em consideração que quem escreve fala mais do que deveria, a edição é um favor ao leitor.

Especificamente para a escrita literária, principalmente em obras de ficção, faça o corte dos 10% em elementos que não fazem sentido algum na cena. Por exemplo: se você descreve uma mesa de centro amarela com um jornal, uma xícara e uma jaqueta preta amassada nas aventuras da noite anterior, tenha certeza de que a jaqueta preta amassada nas aventuras da noite anterior cumpre algum papel. Senão, qual a razão de descrevê-la com tanta riqueza de detalhes?

#2 Desligar a TV 📺

Nosso amigo Steve é implacável quando diz que a televisão é um dos maiores inimigos da boa escrita. Diversas são as razões: tira nosso foco, alimenta a procrastinação, mina a criatividade e, em tempos como o agora, drena nossa energia e vontade de viver. #sofrênciareal

Como Sobre a escrita ficou pronto no início dos anos 2000, ele não teve a chance de incluir nesse balaio os sites de streaming, mas leve-os em consideração. Nada contra assinar tudo o que vier pela frente; sou dessas. O negócio é se permitir ao prazer do ócio televisivo quando (e se) você já tiver terminado a sua meta de escrita do dia.⠀

#3 Colecionar rejeições 📩

Stephen King relata que teve seus contos rejeitados inúmeras vezes antes de se tornar um autor famoso. Essa é, basicamente, a trajetória de todo mundo que curte escrever e coloca seu trabalho para apreciação alheia. Às vezes não tem feedback, às vezes o feedback é negativo.

Colecioná-los é muito importante. As recusas, quando justificadas, podem não só te ajudar a aprimorar cada vez mais a técnica mas, também, fazem um bem enorme ao que eu chamo de “couro do escritor”. Se você foge das negativas e das rejeições, não consegue engrossar a casca para o trabalho – e todo artista, incluindo quem escreve, precisa aprender a lidar com o não.

Steve colocava todas as cartas de rejeição dele fincadas em um prego acima de sua mesa de trabalho, para que ficassem bem visíveis, falando o tempo todo com ele. Que tal fazer o mesmo?

#4 Persistir 🏆

Justamente por causa das inúmeras rejeições, um dos ingredientes para o sucesso do escritor e da escritora é a persistência. Técnica/treino e imaginação são essenciais, mas, sem persistir, não rola. ⠀

Além do nosso amigo Steve, outras figuras que não conseguiram sucesso de cara na área da escrita foram JK Rowling (Harry Potter foi rejeitado por onze editoras), Margareth Mitchell (… E o vento levou foi rejeitado por vinte editoras), John Grisham (Tempo de matar foi rejeitado por vinte e oito editoras) e Stephenie Meyer (Crepúsculo recebeu oito rejeições).

Todos os citados no parágrafo acima dispensam apresentações – e, certamente, ficaram muito chateados com todas as negativas que tiveram, mas não desistiram. É assim mesmo, então trabalha e confia que qualquer dia desses o negócio pode dar certo.

#5 Parar de cair em mitos pop-intelectuais🍺

A classe artística (literária, cinematográfica, televisiva, musical, plástica) está cheia de histórias de gênios que tinham uma relação bem próxima com substâncias capazes de alterar a percepção. Álcool, drogas, sintéticas ou não, alucinógenos, medicamentos controlados… chute um desses e certamente você terá pelo menos um ídolo das artes que sucumbiu a (ou lutou contra) um vício.

Stephen King foi um deles – e é ele quem diz: bons escritores não escrevem bem porque bebem ou usam drogas. A criatividade inerente à escrita independe do consumo de substâncias externas à imaginação.

Achar que você vai escrever bem quando estiver bêbado ao nível do gênio Hemingway, ou cheirado como o próprio King estava quando escreveu alguns de seus maiores sucessos, ou em viagens de LSD ou Ayahuasca ou qualquer coisa do gênero é cair no mito pop-intelectual que toda boa escrita nasce de uma distorção.

Antes que alguém me taxe de puritana, acredito que qualquer pessoa pode usar o que quiser para se sentir melhor com si mesmo e com a vida. O ponto, aqui, é que você não precisa desenvolver nenhum vício só porque a maioria dos gênios tinha um então pode ser que as coisas estejam interligadas.

As coisas não estão interligadas. Sua imaginação é o suficiente para te levar para onde quiser ir enquanto escreve.

(A menos que você esteja com bloqueio criativo – mas, aí, é outro papo, pra outro dia.)

Antes de sair…

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