Cinco opiniões impopulares sobre literatura

Pegando carona no hype de “cinco opiniões impopulares” sobre absolutamente qualquer coisa, que surgiu no fim de março nas redes sociais, eis as minha cinco. O espaço para reclames é logo abaixo. ;p

#1 A vida é muito curta para ler Guerra dos Tronos

Falei aqui da minha vida sem Tolkien e passaria tranquilamente por esse planeta sem conhecer George R. R. Martin. Ele é fabuloso, tenho certeza, inclusive, se estiver precisando de novas amizades, estou à disposição…

Mas não consigo me localizar na série de TV e não há nenhuma evidência de que conseguiria fazer isso nos livros.

E não estou com tempo para tentar.

#2 O Morro dos Ventos Uivantes é um saco

Desculpa, Emily, mas esse é um dos mais chatos que já li na vida.

Dezenas de autores citam o clássico em suas próprias obras, mas eu não consigo ver nenhuma graça – isso mesmo, nenhuma – na obra em questão.

Achei superestimadíssimo.

#3 Livro parado é livro morto

Gosto de emprestar e/ou doar livros que sei que não vou ler mais porque, pra mim, livro parado é livro morto. Qualquer livro só ganha vida quando lido. Na estante ficam bonitos, são mundos fechados e tristes.

Isso não significa, contudo, que eu não aprecie o cemitério que criei: não empresto, doo ou vendo livros com dedicatória. Se quiser me dar um livro que nunca será descartado, escreva nele antes.

#4 Literatura brasileira é elitista

Essa não é uma opinião, e sim uma constatação.

Basta olhar os sinais: a Academia Brasileira de Letras é majoritariamente formada por homens brancos. Quando teve a oportunidade de eleger uma escritora negra, Conceição Evaristo, como imortal, preferiu imortalizar mais um homem branco: o cineasta Cacá Diegues.

Nada, nadinha, contra a jornada espetacular de Diegues, que merece muitas homenagens, sim. Só acho que Conceição é Letras, Cacá é Belas Artes e existe um quadradinho pra todo mundo. Por que a ABL não enxergou isso?

Isso sem contar nossa mania colonialista de sempre curtir mais a fama dos ianques do que a nossa própria. Elitismo também é isso aí. Quer um exemplo? Paulo Coelho, um dos escritores brasileiros mais famosos, é reverenciado no mundo inteiro. No Brasil, muita gente o trata como chacota, sem levar em consideração os méritos da sua trajetória.

#5 Nem todo livro é melhor que o filme

Raro, mas acontece.

Vou dar um exemplo do livro mais absurdo que já li na vida – levando em consideração a pobreza de seus diálogos, de seu plot, de seus personagens, de lógica, no geral… não passa em nenhum checklist viável: Cinquenta Tons de Cinza.

Eu terminei o primeiro livro querendo não ver nem cheiro dos demais, mas, mesmo assim, fui para o cinema ver o filme. E não é que ele não era tão ruim quanto o livro? Até me diverti.

Mas não vi os outros, também. Já perguntei para as pessoas como acaba a história de ambos e julguei que o fim é tão perfeitamente idiota quanto o meio e o começo.

 

Essas são minhas opiniões impopulares sobre literatura. Quais são as suas? Deixe nos comentários e não se esqueça de justificar sua resposta quando achar que deve. ;p

1 Comentários
  1. avatar image
    Vania Abreu at 29 de março de 2019 Responder

    1-Concordo com O morro dos ventos uivantes. Difícil ler os primeiros capítulos. Já chego com má vontade pro resto!
    2- O Código da Vinci fez todo mundo de bobo. Uma saga feroz o tempo todo (até ficar pessdo de ler) e depois, num passe de mágica, booom! Tudo se resolve. Fiquei com sensação de que estava faltando páginas.
    3-ebook pode ser o futuro, mas nada como passar páginas e exalar cheiro de livro novo ou bem lido!
    4-Machado de Assis…ainda preciso aprender a gostar.
    5-Danielle Steel… nunca vou gostar!

Deixe um comentário

Assine a newsletter!

Deixe seu e-mail e você receberá o Literama em sua caixa de entrada!