Dica de leitura: P.S.: ainda amo você

Ler Para todos os garotos que já amei, primeiro livro da tríade de Jenny Han, foi um enorme acaso. Cheguei muito cedo no shopping para ver um filme e comprei o primeiro livro que estava dentro do meu orçamento para o entretenimento pré-filme. Gostei, mas não gostei taaaaanto, até que vi a adaptação que a Netflix fez e me diverti bastante.

Isso me fez querer ler o segundo livro, PS: ainda amo você, do qual quero falar agora.

No primeiro livro, Lara Jean vê sua coleção de cartas de amor ser distribuída, sem permissão, a seus destinatários originais. Isso ocorre ao mesmo tempo que sua irmã, Margot, vai estudar na Europa. O fio condutor da narrativa é o problema causado pela entrega das cartas: uma dela era destinada, justamente, ao namorado da irmã, Josh.

Para não tornar estranha a situação de se ver confessamente apaixonada pelo cunhado, Lara Jean faz um contrato com um dos outros remetentes, Peter Kavinsky, para fingir uma relação que beneficiaria a ambos: ela não teria que entrar de cabeça nas discussões sobre Josh e ele, o popular da escola, poderia causar ciúme em Genevieve, a namorada-bumerangue.

Se eu falar que esse tiro sai pela culatra, é spoiler? ;p

Talvez não, porque a resenha de PS: ainda amo você retoma justamente do ponto em que Para todos que já amei parou.

Nessa etapa, Lara Jean está mais madura e centrada, pronta para assumir um romance de verdade com Peter, mas já começa com o pé errado. Os leitores do primeiro volume vão se lembrar da excursão da escola e do beijo no ofurô. Pois bem: alguém fez um vídeo desse momento e enviou para uma instagrammer xereta, que publicou o vídeo dando a entender que Lara Jean e Peter tinham transado.

Embora esse fato não abale o novo casal, algo está prestes a acontecer: enquanto Genevieve tenta se aproximar do ex de toda forma, Lara Jean recebe a resposta de uma das cartas enviadas no primeiro livro: a mensagem que ela escreveu quando estava apaixonada por John Ambrose McClaren foi, finalmente, respondida – e, aparentemente, ele também tem sentimentos por ela.

Quando percebemos, estamos no meio de um triângulo amoroso que pode facilmente virar um quadrado, se os objetivos de Genevieve forem concluídos com sucesso. Enquanto isso, as meninas Covey tentam fazer com que o pai saia com a vizinha.

Tudo soa adolescente? Claro. A obra de Jenny Han é feita para esse público. No entanto, não compromete à adulta ou ao adulto se sentir entretida/o enquanto lê, já que esse livro tem a dose certa de maturidade e boas sacadas.

As principais, pra mim, são:

“Se atrasar mostra falta de respeito pela pessoa que está esperando”. (p. 43)

“A sociedade está sempre pronta pra envergonhar a mulher por gostar de sexo e aplaudir o homem”. (p. 52)

“O corpo é seu, e é você quem tem que protegê-lo e se divertir com ele. (…) Com quem você decide compartilhar a diversão é escolha sua, e escolha com sabedoria. Todos os homens que já tocaram em mim tiveram a honra de fazer isso. O privilégio. (…) É um privilégio reverenciar esse templo, entende o que quero dizer? Não é qualquer jovem bobinho que pode se aproximar do trono. Lembre-se das minhas palavras, Lara Jean. Você decide quem, até onde e com que frequência, se decidir que sim”. (p. 121)

“Sei agora que não quero amar nem ser amada com segurança. Quero tudo, e, para ter tudo, é preciso arriscar tudo”. (p. 298)

Então, sim. PS: ainda amo você vai falar de amor adolescente, de sexo, de paixão, de dúvida, de luto, de amizade e de tudo o mais que caiba em um roteiro para romances adolescentes. Não com tanta avidez quanto na série After, mas com a dose certa de açúcar para que você, assim como eu, espere ansiosamente pela nova adaptação da Netflix.

Seguimos saindo de um acaso e pulando para o último volume de uma trilogia proibida para maiores de 18 anos. ;p

 

A curiosidade bateu, né?

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1 Comentários
  1. avatar image
    iara at 16 de abril de 2019 Responder

    Apesar da minha idade… Gostei muito desse filme…Me deixou uma certa nostalgia…me fez recordar de quando era mais jovem,e lí a série de livros , “Pollyana…” de autoria da Condessa d’Seguier… outros tempos… kkkk

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