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O Guerreiro Pagão

Por Viviane Fontes
Bernard Cornwell já disse que, como seus textos são baseados em fatos reais, usa a lacuna do que não foi registrado para colocar no papel toda sua imaginação. Assim, cria eventos incríveis para falar sobre a história sem alterá-la. Acredito que O guerreiro pagão seja, por enquanto, o livro que lhe deu mais liberdade para criar. Na nota histórica, destaca o registro da principal batalha na Crônica Anglo-Saxã; porém, sem detalhes. Portanto, sua versão é fruto da imaginação. A série nos permite fazer uma viagem histórica para um período muito importante da Inglaterra. Com sua magistral escrita, Bernard Cornwell nos coloca dentro de cada batalha registrada pelos ingleses desde a época do reinado de Alfredo. Um tema, em particular, intrínseco àquela
o inferno de Virginia Washington resenha Ler artigo

Dica de leitura: O inferno de Virginia Washington

Por Viviane Fontes
O inferno de Virginia Washington é uma produção mineira que fala de rituais, faz escorrer sangue e nos deixa a pensar com um dilema ético – tudo isso em um conto de terror. A jovem escritora Vivianne Sophie, moradora da Cidade de Ouro Preto, apresenta um conto de terror que mexe com o imaginário e os nervos de qualquer um. A obra envolve um segredo familiar do passado, amor e drama. A jovem Virginia vive numa pequena cidade americana, com a tia Annabel, em um antigo casarão – que, para alguns, é amaldiçoado –, pertencente a um parente distante. Incomodada com sonhos inquietantes durante a noite, ela decide fazer uso de um medicamento para dormir e se sentir mais tranquila.  Para encarar o desprazer diário do colégio, com seus alunos maldosos, Virginia
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Alice no país das maravilhas em inglês é uma viagem

É muito difícil ler Lewis Carroll em inglês. Novidade nenhuma: estamos falando de um escritor do século XIX, ainda que seu trabalho mais conhecido (justamente Alice no país das maravilhas) seja muito atual. A obra de Carroll sobrevive ao tempo e encanta gerações a ponto de se eternizar em tatuagens, memoriais e esculturas pelo mundo afora. Além disso, as frases desse clássico – “se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve”, “eu era uma pessoa diferente essa manhã” e “somos todos loucos aqui”, entre outras – são tão emblemáticas quanto “o essencial é invisível aos olhos”. Assim, não importa se você nunca leu o livro ao qual a citação pertence, uma vez que sabe exatamente de qual livro estamos falando. Mas até essas frases, no
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A Sombra do Vento: uma ode aos livros

Uma das primeiras frases marcantes de A Sombra do Vento é: às vezes, só se pode ver bem nas trevas. Se, na vida real, 2019 comprovou a citação, na ficção não poderia ser diferente. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón é, acima de tudo, uma homenagem aos livros. Seu argumento, e todos os seus detalhes, giram em torno do mundo da leitura – desde o nascer do mistério que tece a linha condutora da narrativa até a resolução e fechamento da obra. Só por isso os amantes da literatura já podem adquirir o livro sem medo. A sinopse é a seguinte: quando Daniel Sempere completa 11 anos, seu pai o leva a um lugar misterioso para aplacar a tristeza que o menino sente por não mais se lembrar do rosto da mãe morta. Esse lugar é o cemitério dos livros esquecidos, que
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After e a pulsão sexual

Diversas vezes eu trouxe para esta coluna o que Hardin desperta em Tessa em vários sentidos - inclusive o sexual. Mas nunca me debrucei com afinco ao significado do que é este ato para ele. Embora já tenha vivido variadas experiências com muitas mulheres, com Tessa há uma diferenciação clara, uma ressignificação e um divisor de águas. Não é só o amor que ela desperta nele: o sentido e o gozo que o encontro com ela proporcionam acrescentam um ingrediente fundamental nesta ‘química’. Comecemos pelo início da história de Hardin.
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It – A coisa: A obra-prima do medo

Em 2016, recebi um presente: um volume de It - A Coisa, de Stephen King, em “edição de bolso”. Nessa diagramação, o livro tem ~apenas~ 1.093 páginas. E meu volume era em inglês. Esse seria o primeiro livro de Stephen King, um dos meus autores preferidos, que eu leria em sua língua-mãe. Embora seja fluente em inglês, confesso: a leitura não foi fácil. São muitos personagens, situações e palavras que cabem em mil páginas. It, que em português recebe o nome de It - A coisa, foi o livro que mais demorei para ler em toda minha vida. Ao todo, dediquei seis meses à aventura.
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8 dicas infalíveis para prender a atenção da sua audiência

Por Dimitri Vieira* Seu texto está disputando com um número incalculável de outros conteúdos na internet. Sim, é verdade. Mas também é verdade que é possível se destacar entre eles. A prova disso é que você acaba de encontrar o nosso. Não tem segredo para isso. São técnicas que podem ser aplicadas por qualquer pessoa para prender a atenção da sua audiência e tornar seu conteúdo memorável. Neste artigo separamos 8 dicas para capturar seu leitor de uma vez por todas. Vamos começar?
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Dica de Leitura: O Último Reino

Por Viviane Fontes
O que fazer quando você ainda é uma criança de apenas nove anos e vê seu mundo mudar radicalmente?  Num instante você está em casa com a família, protegido, alimentado, sendo educado e preparado para viver uma vida sossegada. No outro, perde tudo isso com a chegada de invasores que matam seu pai, seu irmão e te sequestram. Essa é a história de Uhtred, que começa no ano 866 d.C. no reino da Nortúmbria, Inglaterra.
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Outros jeitos de ler Rupi Kaur

Por Patrícia Cozer
Li o livro de Rupi Kaur em 40 minutos, antes de dormir. Sério. Não porque seja curto ou eu estivesse com pressa de acabar. "Outros jeitos de usar a boca" é um livro minimalista, mas envolvente o suficiente para que você não queira parar, assim, de repente. Ou pelo menos foi essa a impressão que eu tive. Sentei na cama às 2 da manhã, e o silêncio da madrugada pareceu tornar tudo ainda mais intenso. Rupi escreve de um jeito tão simples e forte que chega a doer.
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Entre surtos, terapia e um certo livro

Por Patrícia Cozer
Em setembro de 2017 pedi demissão de um emprego certinho e estável para arriscar a vida como escritora freelancer e caí num abismo, com direito a muito chororô, terapia alternativa e questionamentos que iam desde “o que eu tô fazendo com a minha vida” ao “acho que agora vai dar certo”. A terapeuta da vez – sim, faço coleção – me indicou um livro que (morrendo de vergonha enquanto digito essas palavras) só fui começar a ler há algumas semanas, chamado “Limite Zero”. Lembram do post sobre procrastinação? Pois é. Companheira de longa data, ela. Na época, estávamos, eu e a terapeuta, recorrendo a várias terapias ao mesmo tempo porque a situação era grave, então, pelo que entendi, só uma coisa aqui e outra ali não iam dar conta do meu descabelamento.

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